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Relação de Madre Clara com Maria a Mãe de Jesus – Parte I

Acompanhemos aos sábados de maio, a partilha de Ir Edi Nicolao, que nos traz uma reflexão sobre a Relação de Madre Clara com Maria a Mãe de Jesus.

 

Relação de Madre Clara com Maria a Mãe de Jesus – Parte I

 

A experiência de vida de Madre Clara, no serviço de Fundadora, de Superiora Geral, na sua própria vivência e na formação espiritual das companheiras que junto com ela vieram navegar na Barquinha Aparecida, a denominação carinhosa que ela dava à Obra que Deus a levou afundar, a Congregação, lhe fez brotar títulos diversos dedicados à Maria, a Mãe de Deus. Alguns originais, de inspiração dela. Nomes por ela dados à Mãe de Jesus nos colóquios por ela mantidos, comunitários ou não, no período que lhe coube estar à frente de sua Obra.

A sequência que segue foi tomada da síntese publicada por Pedro A. Salame e Irineu Costella, como trabalho final por eles apresentado na conclusão ao curso de teologia/ EST e do conjunto das Circulares de Madre Clara, feitas por ela no tempo em que dirigiu a Congregação como Superiora Geral.

 

1 _  NOSSA SENHORA – Para começar, o título genérico que costumamos dar à Mãe de Jesus. Este Nome, encontrado ao menos sessenta vezes nos escritos que tivemos possibilidade de acessar, Nossa Madre usa-o quando quer se referir a campanhas, meses de devoções especiais ou em outros momentos genericamente apresentados. Temos, entre outros, os exemplos: Nossa Senhora as abençoe em tudo e sempre, como lhes deseja a...     (Cfr. Circular de 15/08/1950). Usava-o com adaptação a circunstâncias determinadas, como o corrente fechamento de suas cartas escritas às vezes a Fraternidades, outras muitas a Irmãs. Seguia-o sempre a assinatura Madre Clara Maria na correspondência. Usava-o como fechamento de suas cartas sempre manuscritas, às vezes enviadas a Fraternidades, outras muitas a Irmãs ou naqueles que ela denominava ‘bilhetinhos’, muitos com adaptação a circunstâncias específicas. O fecho de correspondência era usado assim mesmo se escrevia a pessoas leigas amigas, sofredoras, ou pobres a quem prestava auxílio.

Usava esta expressão também em orientações sobre ou para meses, semanas, tempos costumeiramente celebrados na Congregação. Por exemplo: Como a refeição corporal diária não se faz duma só vez, a refeição espiritual será feita em seis momentos em comunidade, incluindo o Ofício Parvo de Nossa Senhora. Ofício que as Irmãs rezavam antes do Concílio Vaticano II (Cfr. Madre Clara Maria uma... p. 22). Ou: Lembrem-se as Irmãs na recitação diária do terço que é esta a devoção que mais agrada a Santíssima Virgem, e que é um meio comprovadamente eficaz para obter qualquer resultado. ... Não deixem jamais de oferecer todos os dias, à nossa boa Mãe, essa coroa de flores que não murcha (Cfr. Madre Clara Maria uma... p. 26). E: Terminou o belo mês de Nossa Senhora. Fizemos como sempre: missa com cânticos escolhidos; celebração à noite na capela com todo o pessoal da casa. Termina com “boa noite” à Mãe celeste. No recreio, com religioso respeito, queimam-se, diante da bela imagem de Nossa Senhora, bem enfeitada, no salão de estudo das pensionistas, papeizinhos com atos que fizemos durante o mês, em honra da Mãe querida (Cfr. Madre Clara Maria uma... p. 183). Ou ainda ao nos suplicar por responsabilidade com nossa vocação à santidade: Nossa Senhora nos ensine a viver o programa de vida religiosa...”. Ainda: O coração transborda, mas o tempo e o papel lembram que as palavras pouco valem o que valem são as ações. Nossa Senhora levante a mãozinha do Menino Jesus para as abençoar, em tudo durante todinho o Ano Santo, como lhes deseja a Madre Clara Maria (Cfr. Circular de 31/12/1949). Pomos o nosso Capítulo Geral sob a proteção da querida Mãe, Nossa Senhora da Conceição Aparecida (Cfr. Circular de 08/12/1953).

Esta devoção a Maria foi sabiamente usada por nossa Madre Fundadora na orientação espiritual, muitas vezes individualmente, as pequeninas cartas em papel cópia, os saudosos ‘bilhetinhos’. Por exemplo: Assim, renove os seus santos votos com muita humildade e muita confiança na misericórdia da Mãe querida que a apresentará a Nosso Senhor como filha a quem muito Ela ama (Cfr. Madre Clara Maria uma... p. 170). Não lhe tinha contado que mandei a ele um santinho de São José e para sua mãe, um de Nossa Senhora da Consolação (Cfr. Madre Clara Maria uma... p. 156). Penso que, com as bênçãos da Mãe querida e as luzes do Divino Espírito Santo que iluminará ao Dr. Luiz, duas semanas já darão para um perfeito diagnóstico, para uma prescrição completa. Unidas, aos pés de Nossa Senhora, continuemos a pedir esta graça (Cfr. Madre Clara Maria uma... p. 15l).

 

Colaboração: Ir Edi Nicolao, cifa