CIFA

Nossa Senhora Aparecida, Mãe dos esquecidos.

Sim, aparecida desde a lama do Rio Paraíba.  Foi trazida à tona pela rede de três pescadores, que a encontraram quebrada. Recolhida e reconfigurada a cabeça ao corpo, foi reconhecida pelo povo: a Imaculada Conceição.

Num misto de espanto e mistério, foi acolhida e venerada em família, na periferia do povoado do Vale do Paraíba. A pequenina imagem, escurecida e manchada, foi sendo iluminada pela imensa fé, confirmada na luta e sofrimentos daquele povo escravizado.

A Mãe dos esquecidos se fez tão próxima de seus filhos/as que assumiu a cor negra da escravidão, tornou-se  luz a iluminar a escuridão  e  força para resistir à opressão.

Seguiram-se os anos, a devoção foi crescendo e a Senhora de Aparecida passou a ser lembrada e reconhecida pela Igreja que lhe dedicou o Santuário de Aparecida. Mais do que um santuário, é a grande devoção à Mãe, em todos os recantos do Brasil. Caravanas intermináveis de peregrinos a visitam, fazem promessas e agradecem pelos benefícios recebidos. Tornou-se a Padroeira de nossa Pátria.

Nossos Fundadores a elegeram como Mãe e Padroeira da Congregação. Por eles fomos recomendadas a sermos dignas portadoras de seu nome – Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora Aparecida. E, além do nome, a termos as atitudes de Maria, dentre elas, a evitarmos as fachadas e transitarmos nas periferias, onde se encontram aqueles/as que estão nos porões da humanidade. Presentes nesses espaços, o convite é de sermos como a Mãe Aparecida, solidárias junto aos esquecidos, os escravizados pela sociedade de hoje.

 

Nossa Senhora Aparecida, rogai por nós!

 

Colaboração: Ir. Lourdes Castagna, CIFA