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Falecimento - Ir. Lourdes Maria

No dia 03 de outubro de 1925 nasceu Ida Angonese, filha de Segundo Angonese e Amalia Possan, na cidade de Veranópolis/RS.

 
 
 

Sua caminhada vocacional na Congregação iniciou-a no dia 26 de outubro de 1947 com a etapa do postulado e seu despertar vocacional foi assim: “a partir de uma foto do meu irmão Frei Juvêncio, OFMCap, que estava com o hábito marrom, terço e cordão. Achei muito bonito e olhando para a foto logo disse para a minha mãe que se tivesse irmãs com hábito como o do Frei Juvêncio, eu iria ser Irmã também. Mamãe me disse: pode ser que tenha, mas nós não conhecemos. Para a minha surpresa, uns tempos depois, apareceram em nossa capela a Ir. Josefa e a Ir. Zélia (ambas já falecidas) fazendo Promoção Vocacional. Então, eu logo me decidi e dei meu nome. Fui para casa e disse a minha mãe: Mãe, eu já me decidi e dei o meu nome para as Irmãs”, contou-nos Ir. Lourdes em entrevista para a Revista Presença, em 2015 (edição nº 210). Foi do primeiro grupo que veio de Cotiporã/RS, seguindo com o ingresso no noviciado no dia 31 de maio de 1948.

Sua Primeira Profissão foi no dia 16 de julho de 1949, recebendo o nome de Ir. Lourdes Maria (nº 40). Tinha, portanto, 95 anos de vida e 72 anos de consagração.

Sobre sua relação com o Divino Hóspede dizia: “De manhã ao levantar eu digo: Senhor, em vosso santo nome começamos. Seja tudo para a vossa maior glória, amém! Aí está tudo incluído o que a gente faz durante o dia. Agradeço a Deus pela vida e o chamado à Vocação Religiosa. É uma graça muito grande viver e morar com o Divino Hóspede, Jesus Cristo. Por tudo o que sou e tenho, graças demos a Deus”.

O momento que mais lhe marcou na vida, “foi uma nova experiência na Congregação como missionária, com outro povo de cultura bem diferente. Aprendi a conviver mais de perto com os pobres, os necessitados e os doentes. Gostava muito de levar o Divino Hóspede a todos os que me pediam. Rezava com eles e pedia que tivessem muita fé em Deus nosso Senhor”.

Ao longo desses anos a Ir. Lourdes dedicou-se com esmero na educação como professora; ao cuidado da vida como enfermeira; percorrendo estradas e ruas levando conforto físico e espiritual às pessoas enfermas na família em diversos espaços no RS e no Regional Centro Oeste (RCO).

A frase que lhe foi força na caminhada: Senhor, tudo por teu Amor!

Ir. Lourdes, Ir. Lurdinha como era conhecida... Presença simples na fraternidade, amável, alegre, discreta. Testemunho de oração e um grande espírito missionário: “Minhas pernas já não podem ir para missão, mas minha oração vai aos confins do mundo. Com a minha oração eu posso estar junto com as Irmãs, com a Igreja, com os missionários onde eles estão, até onde eu nem conheço”.

Sempre com um sorriso no rosto, contava de sua missão na saúde, no RCO com muita alegria. Trabalhou anos de anestesista sem nunca ter feito um curso: “antes de entrar no bloco cirúrgico eu passava na capela e falava com Nossa Senhora e pedia que ela me guiasse, nunca perdi um paciente. Quando saia do bloco, passava na capela agradecer a Mãe que me guiou, eu só fui instrumento”.

Nos deixa esta mensagem: “Agradecer muito a Deus pelo chamado à vida, à vocação religiosa, ao Carisma franciscano. Muito amor e devoção à nossa querida Mãe Aparecida. E não esquecer: ‘Deixo o nosso Senhor aos cuidados das senhoras’” (D. João Becker).

Assim, entregamos Ir. Lourdes no Coração de Maria, para que interceda por nós e nos ajude a cuidar, sempre, da vida em missão e que não percamos nenhuma vida que nos é confiada a cuidar.

A celebração de sétimo dia estará nas intenções em Cada Betânia e comunidades dia 15/08/2021, dia da Vocação Religiosa.

As falas de Ir. Lourdes Maria transcritas neste histórico foram extraídas da entrevista publicada em 2015, no quadro Experiência de Vida, na Revista Presença (edição 210).

 


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